1988

Eu já não falo em tom alto
Já não digo o que penso
Nem acredito plenamente nisso
Ao invés, me contesto plenamente.
Já não acredito que sou uma
Assim, já não vivo em função dela
Já não me preocupo com seus caprichos e dores
Nem os menosprezos. Apenas os assisto,
Como algum entretenimento barato.
Eu já não uso mais salto alto e nem tinta nos cabelos
Já não faço do espelho a minha imagem
Nem acredito naqueles que me veem através disso.
Se me escondessem a data que nasci, acreditaria que já morri
Não saberia lhe explicar ao certo que encarnação estou
Muito menos quem sou.
Já não me prendo a meros detalhes…

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