Minhas vidas dentro desta vida

Surpreendo e me assusto observando o resultado do tempo nesta vida. Durante toda ela. Hoje mesmo, estava fuçando em meu blog e comecei a ler alguns posts de quando comecei a escrevê-lo, em 2006; eu era outra pessoa; simplesmente não me reconheci. A maneira de escrever, as gírias, os jargões, a mentalidade, as percepções, as perspectivas… Que crucial diferença. Como 6 anos me separaram e me reinventaram. E os 17 anos não me parecem tão distantes dos 23. Tenho todas as lembranças tão nítidas e ao mesmo tempo tão distantes… Sinto-me como se tivesse reencarnado e assim me esquecido da outra vida onde viera. Mas isso não muda o fato de que sou uma outra pessoa vivendo uma outra vida. Esta é a sensação. E a razão. Acredito que nossos momentos nos fazem. Em bruta totalidade. Algumas emoções são atrozes o suficiente, elas nos destroem e nos refazem numa proporção não proporcional. Nossas experiências nos moldam em moldes diferentes daqueles dos quais fomos feitos. O peso da maturidade é como aquela casca que a serpente se liberta; uma parte dela teve que morrer para outra nascer.
Também vejo que há retrocesso dentro da existência. É uma dupla correnteza, e nunca um lago tranquilo e estável.

Por fim, eu gosto muito desta Aline que me tornei, e de toda maneira, quis me tornar.

” …Se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição.”

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