Autos de Moralidade

… Porque às vezes, sinto um força que parece me fazer sustentar o mundo, outras, me sinto como um inseto se debatendo com as pernas para cima, tentando tombar sua carapaça para baixo. São estes extremos que me aniquilam. Por toda minha vida contive uma intensidade dentro de mim que nunca consegui controlar, e esta sempre me controlou. Nada nunca está em paz aqui dentro, é sempre um furacão, levando tudo e me colocando no vazio; para que eu tenha o que preencher, apenas para depois ter o que arrastar.

Cada pensamento meu é quebrado por um outro, há cada segundo me contesto, me duvido, vivendo numa tortura forjada. E não consigo fugir deste ciclo, destes pensamentos que surgem do meu interior tomando conta de todo meu exterior, usurpando minha realidade dentro de minhas projeções. Às vezes, claramente sei que sou uma louca, e que tenho a sorte de ainda ter o discernimento. Mas aí também me pergunto se não é este mesmo discernimento que me condena ao papel de insana em que estou.

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