Diamantes e outras pedras

Uma conhecida escreveu isto no facebook hoje. Na hora, eu pensei em responder: Mas são exatamente os anos vividos que nos proporcionam a maturidade. Nenhum gênio poderia te antecipar isto! Mas não, não escrevi. Exatamente por saber que cada indivíduo possui suas próprias bússolas e ampulhetas.

Eu mesma sempre me remoo muito analisando o que se passou: minhas escolhas e desistências, minhas atitudes e omissões, meus sentimentos e pensamentos. E quase sempre me deparo com uma parte de mim diferente desta que ficou. Algo abstrato entre a lembrança que passou e a consciência que restou. Então, questiono-me o que é maturação e o que é oposição afinal, já que somos muitos dentro de um.  O difícil é cuidar de todos estes vértices. Lapidar em vez de desgastar. Ainda mais quando ambos os processos se encontram no mesmo ato.

O tempo caminha para frente, sempre acrescentando, mas nem sempre um acréscimo é um ganho. São rochas que se amontoam. E pesam. É instintivo usar o externo em detrimento do interno, e assim soterramos. Os dias, os anos, a vida; apenas uma sentença a qual pertencemos, mas não determinamos.

Só é possível encontrar diamantes garimpando rochas. Se não penetramos dentro, não alcançaremos fora. O intuito é o que formata e diferencia. O futuro é mera consequência. A maturidade acrescenta ou desgasta. Calejar fortalece ou endurece. É uma escolha, uma consciência. Um intuito. Lapidar-se diamante ou continuar pedra.

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