Ametabolia

Toda minha coragem não é coragem; é desespero. Toda minha força surge da enfinca fraqueza de lidar com essa vida. Insustentável vida.

Meus olhos tem o dom de ver o futuro. Sempre tiveram. E eu os renego. Fecho os olhos e me entrego ao escuro e suas infinitas possibilidades de visão.

Seus barcos são meus náufragos. Meus pés não flutuam. Nunca flutuaram. Tudo isso nunca me satisfez. Suas promessas são surdas aos meus ouvidos. Seu inabitável mundo…

Surpreendo me desviando dos espelhos. Acho engraçado. Como se não quisesse me encarar por um segundo. Como se não me quisesse.

Minha vida é uma morte da qual fujo. Meus sonhos; um elixir.

O tempo é traiçoeiro, falcatrua, sádico. O tempo é o melhor remédio para nos remediar. O tempo nos submete ao seu próprio tempo, aniquilando nossa individualidade. O cronológico está ligado ao biológico apenas. Nosso espírito, desconhecendo as horas, está sempre atrasado, adiantado, fora de eixo, perdido pelos vácuos…

O não natural é sofrer metamorfose. A maioria, não perde tempo com o futuro. A vida é um paradoxo, sempre. O casulo se constrói agora. É conhecendo o limite que se conhece a expansão. É no escuro que se reconhece a luz. E eu continuo seguindo o meu farol…

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