Diferença. Grandezas.

Suas barbatanas ficam no avesso de meus pés. Toda minha racionalidade se dilui em seu mar de lágrimas; lágrimas das mais fortes dores e das mais incontroláveis alegrias. Seu idioma é bonito, mas sempre tivera dificuldade de entendê-lo. É uma linguagem tão aparte da minha… Mas o que me espanta é o que me encanta, por isso, até hoje me prendi tanto aos seus olhos, e talvez por isso, ainda não sei ouvir seus lábios. Seu olhar sempre me disse muito mais, sobre tudo o que ela queria me dizer, mas principalmente, sobre o que ela não queria.

Meu caminho é árido demais na maior parte do tempo, então, me sento um pouco para descansar – inspirar – e a contemplo um pouco; sua incondicional liberdade, sua exacerbada intensidade, suas ondas que a fazem e se desfazem ao tocar o meu chão. Acho que além dela, o que procuro em seus olhos é o reflexo dos meus.

 

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