A Maior Arte de Todas

Talvez a culpa seja de Djavan, de seu deserto e seus temores. Talvez, seja esta casa, com toda presença sua que ela ainda guarda. Ou talvez, seja qualquer semblante de qualquer amigo, de qualquer riso, de qualquer olhar; de qualquer maneira que faça com que tantas maneiras me lembrem de você.

Eu estou há anos rabiscando palavras, ensaiando versos, deixando de lado, no fundo de uma gaveta. Mas sempre por algum motivo acabo a abrindo e te encontrando ali; guardado.

Se eu te encontrasse por estas ruas, com toda certeza passaria reto. Por timidez, por desajeito ou por qualquer outro ordinário motivo. Então, escrevo as palavras que me faltariam, os gestos que me fugiriam, o abraço que eu não saberia lhe dar e o perdão que meu orgulho iria calar.

Não sei se nos veremos algum dia, ou como nos veremos, assim, muito me importa que saiba que de você só fraternidade me resta. Toda parte ruim que você me deixou foi diluída pela parte boa. E, todavia, eu não lhe resigno culpas. Momentos que acarretam dor cegam, mas depois, é como o que procede um tufão; o que realmente é forte permanece.

Você sempre foi um marco para mim. Um espelho, uma tradução, um irmão. As adversidades te levaram, mas não levaram o carinho que sinto por ti. E precisava que soubesse disso. Apenas.

25/04/2012

Quando fomos morar juntos, em setembro de 2009, ele me deu um quadro de parede dele que eu muito gostava. Era um pequeno quadro com a ilustração de dois palhaços e a frase: “A maior arte de todas: A arte de conviver”

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