Solitude com Gengibre

É difícil explicar o prazer de uma coleção de Cds e vinis. Escolher um álbum, abrir a embalagem, folhear o encarte, passar a tarde de domingo assim; entre pedaços de plásticos sonorizando a casa. A vida. Ando aficionada em qualquer coisa com gengibre e tantas outras misturas. Soja ao shoyo e açafrão, shimeji ao vinho e mel. Ervas colhida de meu quintal, pulverizando a casa com o odor de comida fresca. Ao som de alguma coisa velha e bonita que me faz pairar entre lembranças e vontades. São 18:30, o sol se pondo na frente do meu portão, esquecendo um céu borrado pelas tintas de algum pintor sem nome. Horas no telefone com minha irmã, horas trocando mensagem com a amiga que mora longe e se faz tão perto. Narrações ordinárias da vida que se tornam um espetáculo aos olhos e ouvidos de quem nos amam. Água de cheiro depois do banho. A luz de um abajur mistificando meu quarto. Jantar entre velas. Estrelas sobre a minha telha. Tudo isso dentro dessa casa, dentro deste hoje; deste domingo qualquer encontrado no tempo.

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