Prefácio

21 de outubro de 2006.

Eu embarcava para Londres. Passaram-se quase dez anos, mas nunca me saiu da mente escrever sobre esta experiência. Se não o fiz até hoje, foi por não me achar preparada, tanto como escritora e principalmente como humana. Até hoje não consigo falar ou se quer pensar sobre tudo o que houve sem me emocionar profundamente. Sempre soube que escrever sobre aqueles anos seria revivê-los novamente; seria voltar no corpo da menina que fui com a cabeça da adulta que sou. Nós tentamos forjar uma linearidade para o tempo, o dividindo em partes, mas isto é apenas um convencionalismo; não conseguimos colocar barreiras nesta divisão. Lembrar é sentir, sonhar é direcionar. O tempo é apenas uma definição para algo indefinido em sua vastidão. Nossos sentidos borram a temporalidade, formando uma embaçada junção nomeada vida. Sempre soube que o dia em que eu parasse para narrar esta jornada, eu embarcaria nela novamente.

Já não é a mesma hora, nem a mesma gente, nem nada igual.
Ser real é isto. – Alberto Caeiro

EXTRAVIADA1 Foto: Toledo – Espanha, 2006

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