Indômito

Não se fazem mais loucos como antigamente. Hoje as pessoas se tornam loucas, não se fazem loucas. E eu, com toda a minha loucura forjada, sinto-me inteiramente só.

E ser louco nada tem a ver com o externo. Com toda aquela necessidade de exposição e aclamação. Os insanos querem afirmação. Os loucos querem a negação. A negação de tudo aquilo que não lhes convêm. A busca frenética por tudo aquilo que lhes estremecem a alma. Ser louco é ser desesperado. Louco para viver, louco para dizer, louco para ser salvo. Louco para mudar o mundo. Os limites das pessoas me aprisionam. A conformidade alheia me asfixia. É tudo tão palpável. Tão óbvio. Tão rente. Ah, as certezas são tantas que não sobra mais nenhum espaço para se descobrir. É uma sala fechada.

Não que não goste das pessoas. Só prefiro o vento.

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