Perene são os espinhos

Eu já não vejo tuas pétalas
Não alcanço
Teus espinhos fincam-me
Há uma agudez em tuas palavras
Reflexo de lâmina em teus olhos
Preferes ferir a perfumar
Há um vazio transbordado em teu ser
Que me sufoca
Tua fragilidade obstina certezas
Cegando tudo o que não enxergas
Tornaste a vida sombra alheia
Não reconheces nada que não esteja em ti
Não abrigas nada que não seja para ti
Apodreceste meu bem
Esqueceste que é a terra que alimenta
O ar que possibilita
Fechaste em tua pequenez
Secaste em tua arrogância
Perene são os espinhos
O resto é cultivo
Teu ego sob a luz
Meu eu não sobrevive em tua aridez.

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