Ensaio sobre ontem

Costuma-se colocar o presente em cima do passado, como se este último fosse uma transmutação do primeiro. É e ao mesmo tempo não é. O tempo é à parte da própria temporalidade. O que acontece não muda o que aconteceu. E vice-e-versa. Mais há um peso. Muitas vezes a mágoa e a dor do presente esmagam qualquer bom sentimento do passado. Pois há um disparate e até uma justiça nisso. O bom do ontem não deve sobressair ao ruim do hoje. Analiticamente o presente é sempre um desenvolvimento do passado. Se uma pessoa possuía uma significância benéfica em nossa vida e esta se tornou maléfica, com grande probabilidade, foi apenas um desabrochar.

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