Fim do Túnel

Lençol amassado
Peito soterrado
Pés calejados
Olhos inflamados
Mesa vazia
Mente derramada
Pavio queimado
Vela apagada.

Não deu
Não deu
Não deu

A saída era uma entrada
Para lugar algum.

O fim demonstrou
Direcionou
Apagou
Expectativa
Tentativa

O começo é um deserto
Não há nada adiante
Tudo sou eu
Minha vontade
Necessidade.

Meu espírito é velho
Cansado
Procuro a sabedoria dos antigos
Dentro de um cajado a me sustentar
Pois meu corpo já não há de aguentar.

Liberdade
É desgarrar a humanidade
Em busca da vastidão
Não quero uma condição
Limitação.

Quero uma invenção
Este muro não detém o que é ar.

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