Todas as minhas loucuras

O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras…” – Quintana.

Neste ano me deparo com a necessidade de praticar a velha alquimia; a arte de transformar metal em ouro. O metal é o meu tempo. Deparo-me com vontades imensas e um tempo que parece ser cada vez mais curto, volátil, fugaz. Preciso da alquimia de transformar o tempo em disciplina, o desejo em ação. O ouro é a produtividade.

Já citei em alguns textos um amigo que dizia que mais tempo é menos tempo. A exatidão disso é incrível. Se você preenche o seu dia com atividades estabelecidas externamente como trabalho, faculdade, cursos; facilmente conseguirá o rendimento deste tempo programado. Agora, se as atividades são estabelecidas internamente, como tempo de estudo e de atividades arbitrárias, aí o tempo vaza, escorre, perde-se. Sem o estabelecimento do tempo o tempo some. Assumir as rédeas do próprio tempo é transformar metal em ouro.

O princípio básico da alquimia é a lei da troca equivalente. Nada se cria tudo se transforma. Em cima disso a lei estabelece que para obter algo seja necessário doar algo da mesma mensura. É lógico, mas pouco funcional devido a nossa estrutura humana. Por isso a alquimia por tanto tempo foi associada à magia. A transformação parece ser sobre-humana. Possuímos desejos imensuráveis, mas nossos esforços são míseros. Queremos, mas não fazemos. O resultado de tal sentença só poderia ser negativo.

O grande risco de querer se dedicar a muitas coisas é não fazer nenhuma bem. As pessoas me disseram a vida toda: você quer agarrar o mundo, isso é impossível. Eu sei. Eu sei. É loucura e talvez isso sempre fora a minha queda. Mas eu quero ainda tentar; tentar diferente, tentar melhor. Hoje procuro uma maneira de viabilizar minhas vontades e de concretizar minhas fantasias. Nunca consegui me organizar e me esforçar ao ponto de colher frutos de todas minhas plantações. Hoje, tento fazer isso. Tento transforma-me. Não sinto que a minha ambição seja grande demais, sinto que a minha ação seja insuficiente. Talvez nada dê certo, talvez eu surte, não dê conta, não consiga. Que seja. A maneira errada é um meio de se descobrir a maneira certa. Erro mesmo é temer o fracasso. É preciso usufruir do fracasso, só assim é possível verte-lo.

Hoje, eu não me conformo com a falta e luto para realizar todas as minhas loucuras

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