Lições que a vida dá

Meu pai hoje me contou sobre o show que seu amigo fará amanhã num pub em Araraquara. Ele tem uma banda de rock, é médico também, o melhor hematologista da cidade! Conta meu pai com orgulho. Então começa a falar sobre a família dele, e conta que sua mulher está cursando medicina veterinária. Mas quantos anos ela tem?! – Um pouco menos que ele, deve ter uns 55 mais ou menos. E fico em total choque. Que coisa mais linda! Que incrível! E também muito me envergonho. Eu, com 27 anos, me achando absurdamente velha por ainda não ter entrada na faculdade, por ainda estar batalhando por uma vaga. Vou me formar com mais de 30 anos penso. E ela, com mais de 60.
Este será o meu quarto ano prestando vestibular. Mas não importa. Hoje já compreendo que isso é privilégio, não vergonha. Ao contrário: é orgulho. Orgulho de estar lutando por um sonho, de estar persistindo. Orgulho principalmente de estar expandindo; pois eu nunca amadureci tanto como neste percurso, nesta busca. Isso é muito mais do que a procura de qualificação, é a procura de uma parte de mim; de uma mudança em mim.
Nunca, nunca, é tarde para mudar, para se transformar. Hoje me lembrei disso.
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