Impossibilidade de Conviver

Sentimento não é tudo. Nem vontade. Tampouco necessidade. E sangue? Você diria. Aquele laço maior. Compromisso maior. Amor maior. Não, nem sangue.

Surge um espinho na sala. Ele brota da pele, escorrega no chão. Impossibilita. Conversamos à distância. Quando nos aproximamos, sangramos.

A sua forma de pensar, viver, falar. A minha forma que não serve na sua. Encobre. Desliza. Colide. E faz um estrondo danado. De algo se partindo. Algo frágil e metálico. O que os vizinhos vão pensar!

É minha culpa? Você é tão tempestiva! Descontrolada. Nervosa. Sensível. Você desmorona nos meus olhos. E eu afundo.

A culpa é nossa de ser assim? Ou da vida? Um pouco de cada. Cada fatalidade desfaz uma vontade. Cada dor é espinho. Distancia porque fere.  Estou cansada. De tanto desencontro. Eu te entendo? Você me entende? Ou os gritos ensurdeceram tudo?

O amor precisa de espaço também. Às vezes um suspiro, noutras uma distância.

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